
A-hã...continuamos firmes e fortes no regimex...em plena época de natal e ano novo...a-hã...


"Tenho sentimentos estranhos…na verdade, são “não sentimentos”…é como quando eu era pequena, minha mãe vivia dizendo para eu não jogar bola dentro de casa…na nossa sala, em cima da mesa, havia um vaso, uma fruteira na verdade, que ela gostava muito…não preciso dizer que joguei bola…não preciso dizer que quebrei a tal da fruteira…não preciso dizer que “a chinela” comeu…lembro que quando isso aconteceu minha mãe não estava em casa…até a hora de ela chegar fiquei sentindo um misto de ódio de mi mesma com “
e agora o que eu vou fazer???”Agora estou sentindo esse mesmo ódio de mim…a fruteira se quebrou…em mil caquinhos…nada, nunca mais será a mesma coisa…mesmo que “nunca mais seja muito tempo”…existem coisas, sentimentos e fruteiras que não se refazem…que não se colam…as flores morrem e não voltam…O que sinto é estranho…é uma felicidade em saber que sim, é possivel esquecer todos…e uma tristeza por ter sido tão estúpida…e um medo muito grande pq sei que outros virão para me mostrar que continuo sendo estúpida…Queria poder arrancar meu coração do peito e colocá-lo no congelador…“Os homens precisam da ilusão do amor da mesma forma que precisam da ilusão de Deus. Da ilusão do amor para não afundarem no poço horrível da solidão absoluta; da ilusão de Deus, para não se perderam no caos da desordem sem nexo.”









Tem de se ser verdadeiro na escrita, porque os leitores sentem. A mentira é
impossível na boa literatura. E o que procuro, mais do que a beleza ou
qualquer
outra coisa, é a verdade, livro após livro, tentando desvendar um
pouco mais de
mim e esperando que essa possa ser uma forma de desvendar
alguma coisa dos
outros e que eles também se vejam reflectidos nessa procura
que faço”


Já de cara, uma diquinha de música legal:


É que agora – aqui dentro – a casa foi ficando meio empoeirada, como se toda essa mobília sentimental não tivesse sendo mais usada, a janela foi deixada aberta e tanto vento foi passando, levando as cores dos retratos e deixando o pó como ressarcimento.Aqui em casa não tem mais conforto, tudo virou incômodo, e às vezes nem em casa eu me sinto. Não tem mais abraço, não tem mais teto para pintar de sonhos toda a noite, nem tapete colorido para deitar no domingo. Tudo daqui foi sumindo, não tem mais ninguém nessa casa, só um eco se espalha quando eu volto e os passos ficam rangendo o assoalho, e fica uma sensação estranha de ver cinza onde tudo foi festa e euforia. Na porta de entrada eu sempre pedia um beijo, até que um dia o beijo foi de despedida.



